Portabilidade de Crédito Consignado é uma modalidade de crédito do Santander. Compare condições e contrate online.
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Taxa a partir de
Sob consulta
Para negativado
Não
A Portabilidade de Crédito Consignado do Santander traz para o banco um contrato de consignado que você mantém em outra instituição. O Santander quita o saldo devedor na origem, você passa a pagar a ele e, em troca, obtém uma taxa menor, uma parcela reduzida e, se quiser, um valor extra chamado de troco.
Essas três vantagens são anunciadas juntas, e é aí que vale prestar atenção. Taxa menor é economia pura. Parcela reduzida pode ser economia ou pode ser prazo alongado disfarçado. Troco é dinheiro novo com juros, ou seja, mais dívida. Entender a diferença entre elas é o que separa quem sai ganhando de quem sai devendo mais achando que ganhou.
Você pede ao banco de origem o saldo devedor atualizado, a taxa contratada e quantas parcelas ainda faltam. Leva esses dados ao Santander, que faz a proposta. Aprovada a operação, o Santander quita o contrato antigo e o desconto em folha ou no benefício passa a apontar para o novo contrato.
A portabilidade é um direito assegurado por regulamentação do Banco Central, e o banco de origem não pode impedir a saída. Ele pode, e quase sempre vai, oferecer uma contraproposta para segurar você. Trate isso como parte do jogo: compare as duas ofertas pelo CET e escolha a melhor, sem lealdade a nenhum dos lados.
Quando o Santander oferece portabilidade com dinheiro extra, ele está juntando duas operações. A primeira transfere a dívida a um juro menor. A segunda empresta a você um valor adicional, com juros e prazo próprios. O extrato final mostra uma parcela só, o que esconde o fato de que a sua dívida cresceu.
Se o seu objetivo é pagar menos, recuse o troco e mantenha a operação limpa. Se você realmente precisa do dinheiro, peça duas simulações separadas: a portabilidade sozinha e o valor extra em separado. Só assim dá para saber quanto custa cada parte. Aceitar o pacote fechado é entregar ao banco a decisão sobre quanto você vai dever.
O Santander define a taxa conforme o público, o convênio, o saldo devedor e o prazo restante. No consignado do INSS vale o teto de juros regulado pelo Conselho Nacional de Previdência Social, revisto periodicamente. Nos convênios de servidores, valem as regras de cada órgão. A taxa efetiva aparece na proposta.
Compare o CET, o Custo Efetivo Total, do contrato atual com o CET proposto, mantendo o mesmo prazo, e olhe o total a pagar de cada um. Comparar parcela com parcela é o erro que faz a portabilidade parecer vantajosa mesmo quando não é. Uma parcela 30% menor obtida com o dobro do prazo custa bem mais no final.
Essa operação tende a valer a pena para alguns perfis:
Uma portabilidade sem troco e com o mesmo prazo é uma das poucas operações financeiras em que é difícil se dar mal. Os riscos vêm dos acréscimos. O troco aumenta a dívida. O prazo esticado aumenta o total pago. E a fraude aparece na forma de intermediários que ligam oferecendo portabilidade em nome do banco, pedem dados ou cobram uma taxa para liberar.
Evite portar quando restam poucas parcelas, porque o ganho tende a não compensar. Evite aceitar o pacote fechado sem ver as simulações separadas. Nunca pague valor adiantado, não entregue a senha do Meu INSS nem do seu órgão a ninguém, e conduza a operação pelos canais oficiais do Santander.
O processo costuma seguir estes passos:
Contra o refinanciamento, a portabilidade limpa reduz o custo sem alongar o prazo nem devolver dinheiro. Contra contratar um consignado novo para quitar o antigo, é mais direta e não deixa você exposto a duas dívidas simultâneas. Contra a renegociação com o banco de origem, faça as duas: peça a portabilidade e use a contraproposta como alavanca. E vale simular em mais de uma instituição, porque o teto regulado limita o máximo cobrado, sem obrigar ninguém a oferecer a melhor taxa possível.
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