Portabilidade de Empréstimo é uma modalidade de crédito do Banco do Brasil. Compare condições e contrate online.
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Não
A Portabilidade de Empréstimo do Banco do Brasil permite transferir para o BB um empréstimo que você tem em outra instituição, buscando taxas menores, prazos mais flexíveis e uma parcela que caiba melhor no orçamento. O saldo devedor é quitado no banco de origem e você segue pagando ao Banco do Brasil, sob as novas condições.
Portar não é tomar dinheiro novo. A dívida que você tem hoje continua sendo a mesma, e o que muda é quanto de juros ela vai custar daqui para a frente. Esse é um direito assegurado por regulamentação do Banco Central, e nenhuma instituição pode criar obstáculos para impedir a transferência. Poucos brasileiros usam esse direito, e essa inércia custa caro.
Você solicita ao banco onde tem o empréstimo o saldo devedor atualizado, a taxa contratada e o número de parcelas restantes. Com esses dados, apresenta a proposta ao Banco do Brasil. Se aprovada, o BB quita o contrato antigo diretamente com a instituição de origem e passa a ser o seu credor.
Durante o processo, o banco de origem costuma apresentar uma contraproposta para manter você. Isso confirma que a taxa dele podia ser menor desde o início. Ouça a oferta, coloque as duas lado a lado pelo CET e escolha com frieza. Mesmo que você permaneça onde estava com um juro menor, a portabilidade já terá cumprido a função dela.
O Banco do Brasil define a taxa da portabilidade conforme o tipo de empréstimo, o saldo devedor, o prazo restante e a sua análise de crédito. Não há um número único, e a proposta real aparece na simulação com o seu CPF.
A armadilha clássica é comparar parcelas. Uma parcela menor pode significar apenas um prazo mais longo, o que aumenta o total de juros pago ao final. Compare o CET, o Custo Efetivo Total, do contrato atual com o do proposto, mantendo o mesmo prazo, e olhe o valor total a pagar dos dois. Se o total cai, a portabilidade vale. Se sobe, você trocou custo por conforto.
Portabilidade transfere a dívida e reduz a taxa. Refinanciamento reabre o contrato, devolve dinheiro à sua conta e alonga o prazo, elevando o total a pagar. São operações diferentes com finalidades opostas, e são frequentemente misturadas na mesma conversa de venda.
Quando uma instituição oferece portabilidade com troco, ela está somando as duas coisas. O troco tem juros e transforma a economia pretendida em endividamento adicional. Se o objetivo é pagar menos, recuse o valor extra. Se você realmente precisa do dinheiro, peça as duas simulações separadas, para enxergar quanto custa cada parte da operação.
Essa operação tende a valer a pena para alguns perfis:
A portabilidade limpa tem risco baixo, porque não acrescenta dívida. Os erros acontecem ao redor dela. Aceitar prazo maior por uma parcela menor é o mais comum, e cria a ilusão de economia. Levar o troco junto é o segundo. E existe a fraude: intermediários que se dizem do banco, oferecem portabilidade e cobram taxa adiantada para liberar.
Evite portar quando restam poucas parcelas, porque o ganho tende a não compensar o esforço. Evite se a única vantagem apresentada for o valor mensal. Nunca pague qualquer valor adiantado para liberar uma portabilidade, não forneça senhas e trate toda a operação pelos canais oficiais do Banco do Brasil.
O processo costuma seguir estes passos:
Frente a contratar um novo empréstimo para quitar o antigo, a portabilidade é mais simples e não deixa você com duas dívidas caso algo dê errado no meio do caminho. Frente ao refinanciamento, ela reduz o custo sem alongar o prazo nem devolver dinheiro. Frente a renegociar diretamente com o banco de origem, vale fazer as duas coisas: peça a portabilidade e use a contraproposta a seu favor. Frente a não fazer nada, é a única maneira de aproveitar uma queda de juros em um contrato já assinado.
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