Cartões de Crédito
Compare todos os cartões de crédito do XP. Veja anuidade, cashback, programas de pontos e benefícios de cada opção.
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A XP inverteu a lógica do cartão premium. Em vez de cobrar anuidade por um Visa Infinite, ela entrega o cartão de graça e pede investimento em troca. Quanto mais você tem aplicado na corretora, melhor o cartão que você desbloqueia, e nenhum deles cobra mensalidade. O custo do cartão não aparece na fatura, ele aparece na decisão de manter dinheiro ali.
São três cartões, todos Visa Infinite, separados apenas pelo valor investido: o Infinite One a partir de R$ 5 mil, o Infinite a partir de R$ 50 mil e o Legacy a partir de R$ 1 milhão. A bandeira é a mesma, o que muda é o cashback e o pacote de serviços. Isso torna a escolha simples de entender e complexa de avaliar, porque o preço real é o rendimento que você abre mão ao concentrar patrimônio na XP.
A linha inteira gira em torno de saldo investido:
O diferencial dos cartões XP é o Investback. O cashback das compras não abate a fatura nem cai em uma caixinha comum: ele é aplicado na sua conta da XP, virando investimento. Quem já usa a corretora para investir tende a gostar, porque o retorno do cartão entra no mesmo lugar onde o dinheiro já trabalha.
Vale entender o que isso significa na prática. O cashback só rende se você o deixar investido, e o valor final depende de onde ele for aplicado. Para quem investe com disciplina, o Investback compõe com o restante da carteira. Para quem sacaria o cashback assim que caísse, um cartão que devolve o valor direto na fatura seria mais útil. O mecanismo premia o investidor de verdade e é indiferente para quem só quer desconto na compra.
Como não há anuidade, a tentação é achar que o cartão é grátis. Ele não é. O preço está no dinheiro que você precisa manter na XP para mantê-lo, e esse dinheiro poderia render diferente em outro lugar.
Faça a comparação certa antes de migrar patrimônio. Pegue a rentabilidade líquida das aplicações que você usaria na XP e compare com a da sua carteira atual. Some ao lado o cashback anual esperado com o seu gasto real no cartão. Se a XP rende igual ou melhor e você ainda ganha o Investback, o cartão é um bônus legítimo. Se a sua carteira atual rende mais, o cashback precisa cobrir a diferença de rendimento, e quase nunca cobre. Um cartão nunca deveria decidir onde você investe.
O perfil é bem definido:
Sem anuidade, o custo do cartão XP se concentra no crédito rotativo e no parcelamento de fatura, entre as linhas mais caras do sistema financeiro brasileiro. As taxas variam por cliente e aparecem na fatura e no aplicativo. Um mês de rotativo apaga o Investback de um ano inteiro.
Saque com o cartão de crédito cobra tarifa e liga os juros no mesmo dia, sem carência. Compras internacionais somam IOF e conversão cambial, o que atinge o uso premium em viagem. E há o custo menos visível: manter R$ 50 mil ou R$ 1 milhão parados para sustentar um tier, quando esse dinheiro poderia estar em uma aplicação de maior retorno, é um custo real, ainda que não apareça em lugar nenhum da fatura.
A primeira fraqueza é a dependência de patrimônio. Quem não investe na XP fica de fora, e quem investe pouco desbloqueia apenas o tier de entrada. Bancos digitais entregam cartões com cashback sem exigir saldo aplicado, o que serve melhor a quem não quer concentrar dinheiro em uma corretora.
A segunda é o Investback como amarra. Receber o cashback dentro da XP é ótimo para quem investe ali e limitante para quem preferia dinheiro livre. Para o investidor que já tem a XP como corretora principal, porém, a linha é difícil de bater: Visa Infinite gratuito, cashback que compõe a carteira e serviços do segmento. Fora desse perfil, o custo de oportunidade do patrimônio exigido raramente compensa.