Cartões de Crédito
Compare todos os cartões de crédito do XP Private Bank. Veja anuidade, cashback, programas de pontos e benefícios de cada opção.
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O XP Visa Infinite Privilege não é um cartão que se escolhe em uma tabela. Ele pertence ao segmento Private Bank da XP, voltado a clientes de alto patrimônio, e chega como parte do relacionamento, não como um produto avulso que qualquer pessoa contrata. O critério público de elegibilidade não é detalhado, e essa discrição é característica do segmento.
Isso muda completamente a forma de avaliar o cartão. Nos cartões XP comuns, você compara cashback e valor investido. Aqui, o cartão vem embutido em uma relação de private banking, com assessoria dedicada, produtos exclusivos e atendimento personalizado. O plástico é um detalhe dentro de um pacote muito maior, e faz pouco sentido avaliá-lo isoladamente.
O Visa Infinite Privilege é o tier mais alto da Visa, acima do Infinite comum. Ele reúne o pacote mais completo de benefícios da bandeira, que costuma incluir salas VIP, seguros de viagem robustos, concierge e coberturas ampliadas. O valor real desses benefícios depende inteiramente de quanto você os utiliza.
Para um cliente que viaja com frequência e usaria concierge e salas VIP de verdade, o pacote tem peso. Para quem raramente sai do país, ele é um conjunto de vantagens que ficam paradas. Como o cartão vem com o segmento, a pergunta certa é se o relacionamento de private banking como um todo entrega o que você precisa, e não se a anuidade se paga. O cartão sozinho nunca justifica a escolha de um banco.
Justamente por ser um produto de segmento, as condições precisas do XP Visa Infinite Privilege não são divulgadas de forma aberta, e variam conforme o relacionamento de cada cliente. Qualquer número específico deve vir do seu assessor, e não de uma tabela pública, inclusive esta.
Antes de considerar o cartão como fator na decisão de aderir ao Private Bank, confirme três coisas com a XP: o critério de elegibilidade aplicável ao seu patrimônio, o que exatamente o pacote de benefícios inclui na versão vigente, e se há qualquer custo associado. Trate o cartão como um item da negociação de private banking, e avalie a proposta pelo conjunto, não pelo cartão.
O público é estreito por definição:
Mesmo em um cartão de segmento, o crédito rotativo e o parcelamento de fatura seguem as regras do mercado, entre as linhas mais caras do sistema financeiro. Alto patrimônio não muda a matemática dos juros: uma fatura não paga integralmente entra no rotativo como em qualquer cartão.
Saque com o cartão de crédito cobra tarifa e juros desde o primeiro dia. Compras internacionais somam IOF e conversão cambial, relevante para um público que viaja. E o custo maior é o mesmo dos demais produtos XP: manter patrimônio na corretora para sustentar o relacionamento tem custo de oportunidade, que só compensa se a rentabilidade e a assessoria acompanharem o que você teria em outro lugar.
Cartões de segmento existem, em parte, para ancorar o cliente ao banco. Um Visa Infinite Privilege é desejável, e essa é justamente a função dele na relação. Reconhecer isso ajuda a não deixar o cartão distorcer uma decisão que é, na verdade, sobre gestão de patrimônio.
A escolha real é onde manter o seu dinheiro e quem vai assessorá-lo. Se a XP entrega rentabilidade competitiva, produtos que servem à sua estratégia e uma assessoria que agrega, o cartão vira um bônus agradável. Se não entrega, nenhum pacote de benefícios de bandeira compensa uma gestão de patrimônio inferior. Avalie a corretora pelo mérito, e deixe o cartão em último lugar na conta.