Cartões de Crédito
Compare todos os cartões de crédito do Nubank. Veja anuidade, cashback, programas de pontos e benefícios de cada opção.
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O Nubank trabalha com uma linha enxuta, e isso é uma decisão deliberada. Existem dois cartões de crédito para pessoa física: o cartão Nubank tradicional, o roxinho, sem anuidade, e o Ultravioleta, com anuidade de R$ 1.068 por ano e cashback de 1,25%. Nenhum meio-termo, nenhuma escadinha de gold, platinum e black como nos bancos tradicionais.
Essa simplicidade explica boa parte do sucesso do banco. O cliente não precisa entender uma tabela de seis produtos para escolher. Ou você quer um cartão gratuito e funcional, ou você gasta o suficiente para que um cartão pago com cashback se pague. A conta que decide é essa, e ela é fácil de fazer.
O roxinho não cobra anuidade e não tem mensalidade condicionada a gasto mínimo, investimento ou salário. Ele chega como Mastercard Gold ou Platinum, dependendo da análise, e a bandeira sobe sozinha conforme o seu relacionamento com o banco evolui.
É o cartão que redefiniu o mercado brasileiro ao provar que dava para não cobrar anuidade sem esconder tarifas em outro lugar. Ele não devolve cashback e não acumula pontos por conta própria. Quem quer isso precisa olhar o Ultravioleta ou outro emissor. O roxinho entrega controle, aprovação relativamente acessível e um app que virou padrão do setor.
O Ultravioleta é Mastercard Black, custa R$ 1.068 por ano e devolve 1,25% de cashback em todas as compras. O diferencial está no que acontece com esse dinheiro: o cashback cai em uma caixinha que rende, então ele trabalha enquanto você não usa. Poucos cartões brasileiros fazem isso.
A conta é direta. Para o cashback cobrir a anuidade, você precisa gastar cerca de R$ 85 mil por ano no cartão, algo em torno de R$ 7.100 por mês. Abaixo disso, o Ultravioleta custa dinheiro em vez de devolver. Acima, ele começa a fazer sentido, e o rendimento do cashback ajuda um pouco. Faça essa divisão com o seu gasto real dos últimos doze meses, e não com o gasto que você imagina ter.
A decisão se resume a volume de gasto e a hábito de pagamento.
A queixa mais comum de quem chega ao Nubank é o limite inicial pequeno. O banco costuma aprovar cartões com limites modestos e aumentá-los conforme observa o comportamento do cliente: fatura paga em dia, uso do cartão, movimentação da conta, dinheiro aplicado nas caixinhas.
Não existe fórmula pública nem prazo garantido, e o próprio banco evita prometer aumentos. O que se sabe pela prática é que pagar a fatura integralmente antes do vencimento e usar a conta com regularidade tende a acelerar o processo. Pedir aumento repetidamente pelo app não acelera nada, e antecipar parte da fatura libera limite imediato apenas naquele ciclo.
Anuidade zero não significa gratuito em qualquer circunstância. O custo real do cartão Nubank aparece quando a fatura não é paga por inteiro. O rotativo é uma das linhas de crédito mais caras do sistema financeiro brasileiro, e o parcelamento de fatura vem logo atrás. O banco divulga as taxas na fatura e no app, e elas variam por cliente.
Há também o saque com o cartão de crédito, que cobra tarifa e liga o relógio dos juros no mesmo dia, sem carência. Compras internacionais somam IOF e a variação cambial do dia do fechamento. Nenhum desses custos é exclusividade do Nubank, e todos são fáceis de evitar: pague a fatura inteira, todo mês, e o cartão realmente sai de graça.
O Nubank não publica renda mínima para o cartão tradicional, e a aprovação passa por análise de crédito própria, que considera histórico, score e o relacionamento com o banco. Ter conta no Nubank e movimentá-la costuma ajudar quem foi negado no primeiro pedido.
O banco não anuncia aprovação para negativados no cartão de crédito. Quem está com restrição no CPF tende a receber recusa e pode começar pela conta, pela função débito e por produtos garantidos até reconstruir o histórico. Vale desconfiar de qualquer site que prometa aprovação garantida no Nubank mediante pagamento, porque isso não existe.
Duas fraquezas honestas. A primeira: o roxinho não devolve nada. Cartões gratuitos de outros emissores oferecem cashback ou pontos sem cobrar anuidade, e para quem gasta pouco isso é dinheiro deixado na mesa. A segunda: a linha não tem um degrau intermediário, então quem gasta R$ 4 mil por mês fica sem opção paga que valha a pena.
Na faixa premium, o Ultravioleta disputa com cartões de bancos de investimento que isentam a anuidade mediante saldo investido, o que muda completamente a matemática para quem já tem patrimônio aplicado. Compare o cashback de 1,25% com a isenção total oferecida por esses concorrentes antes de assinar uma anuidade de mais de mil reais.