Cartões de Crédito
Compare todos os cartões de crédito do BTG Pactual. Veja anuidade, cashback, programas de pontos e benefícios de cada opção.
4 produtos disponíveis
O BTG Pactual chegou ao varejo por um caminho diferente do dos bancos digitais. Ele já tinha os clientes com dinheiro aplicado, e o cartão veio como uma forma de trazer o consumo desses clientes para dentro de casa. Isso explica a estrutura da linha: quatro cartões, um gratuito e três pagos, com o topo reservado a quem tem pelo menos R$ 1 milhão investido.
A consequência prática é que a anuidade, aqui, quase sempre conversa com o seu patrimônio. Um cartão do BTG raramente é uma decisão isolada sobre plástico. Ele é parte de uma decisão maior, sobre onde manter o dinheiro, e é assim que vale avaliá-lo.
Os números anuais deixam a escadinha clara:
O Black cobra R$ 600 e devolve 1%. Para o cashback cobrir a anuidade, você precisa gastar R$ 60 mil por ano no cartão, R$ 5 mil por mês. É um patamar alcançável para o público que o banco atende, e abaixo dele o Platinum gratuito rende mais, porque custa zero.
O UltraBlue é outra história. Com anuidade de R$ 4.800 e cashback de 1,7%, o empate acontece perto de R$ 282 mil de gasto anual, cerca de R$ 23,5 mil por mês, todo mês, no cartão. Poucas pessoas gastam isso. O cartão vive dos benefícios de bandeira e do atendimento do segmento, e não do cashback. Quem o escolhe pelo retorno em dinheiro está fazendo a conta errada; quem o escolhe pelo pacote de serviços precisa confirmar que usa o pacote.
O TAP BTG Black custa R$ 1.200 e acumula TAP Miles&Go, o programa da companhia portuguesa. A exigência de investir a partir de R$ 5 mil em ativos elegíveis via Limite é baixa para o padrão do banco, o que torna esse o cartão de milhas mais acessível da casa.
Ele faz sentido para quem voa TAP com alguma regularidade, sobretudo para a Europa. Fora desse perfil, um programa amarrado a uma única companhia estrangeira devolve pouco. Antes de assinar, escolha a passagem que você quer, veja quantas milhas ela custa, calcule quanto tempo levaria acumulando com o seu gasto real e some as anuidades pagas nesse período. Se o total ultrapassar o preço da passagem em dinheiro, o cartão não se sustenta.
O UltraBlue exige R$ 1 milhão investido. O TAP pede R$ 5 mil em ativos elegíveis. Sempre que um cartão está atrelado a patrimônio aplicado, a pergunta deixa de ser o preço da anuidade e passa a ser o custo de oportunidade do dinheiro.
Faça esta comparação antes de mover qualquer valor: qual a rentabilidade líquida das aplicações elegíveis no BTG e qual a da sua carteira atual. Meio ponto percentual de diferença sobre R$ 1 milhão são R$ 5 mil por ano, mais do que a anuidade do UltraBlue. Um cartão nunca deveria decidir onde você investe. Se os produtos do banco forem bons por mérito próprio, o cartão vira um bônus. Se não forem, ele é uma isca cara.
O rotativo e o parcelamento de fatura estão entre as linhas de crédito mais caras do sistema financeiro brasileiro. As taxas variam por cliente e aparecem na fatura e no aplicativo. Um mês de rotativo consome o cashback acumulado ao longo de um ano inteiro, mesmo no UltraBlue.
Saque com o cartão de crédito cobra tarifa e passa a render juros no mesmo dia, sem carência. Compras internacionais somam IOF e conversão cambial, o que pesa em cartões premium usados em viagem. Confirme também as regras de acúmulo de pontos e as condições de elegibilidade vigentes, porque em produtos ligados a investimento elas mudam conforme a política do banco.
A primeira fraqueza é o preço. Cobrar R$ 600 por um Black com 1% de cashback é pouco competitivo quando bancos digitais entregam Black gratuito mediante relacionamento, ou cashback maior pela mesma anuidade. O UltraBlue, a R$ 4.800, só se justifica pelo segmento, e não pelo produto.
A segunda é a dependência de patrimônio. Quem não tem dinheiro aplicado no banco fica restrito ao Platinum gratuito, que é um bom cartão de entrada, e nada além disso. Em compensação, para o investidor que já é cliente, a linha se encaixa bem: o cartão vira uma extensão da conta, o cashback volta para a plataforma e o atendimento acompanha o segmento.