Crédito do Trabalhador é uma modalidade de crédito do Banco do Brasil. Compare condições e contrate online.
Grátis, sem compromisso
Taxa a partir de
Sob consulta
Aprovação
propostas em até 24 horas
Para negativado
Não
O Crédito do Trabalhador do Banco do Brasil é o consignado destinado a quem tem carteira assinada, incluindo empregados domésticos e trabalhadores rurais. A parcela é descontada diretamente da folha de pagamento, o que reduz o risco do banco e permite juros menores que os das linhas convencionais de crédito pessoal. A contratação é digital e as propostas saem em até 24 horas.
A grande mudança trazida por essa modalidade foi o alcance. Durante décadas, o consignado barato ficou restrito a aposentados, servidores e funcionários de empresas conveniadas. Empregados domésticos e rurais, historicamente à margem do crédito formal, passaram a ter acesso a uma taxa que antes não existia para eles. É um avanço real, e vem acompanhado de um risco que precisa ser dito com clareza.
A parcela sai do salário antes de o dinheiro cair na sua conta. Não há decisão mensal, não há atraso possível enquanto você estiver empregado, e é essa automação que sustenta a taxa baixa. O contracheque chega com o líquido já reduzido, e o orçamento precisa ser montado a partir desse valor.
A margem consignável limita quanto do salário pode ir para esse desconto. Comprometer toda a margem parece indolor, porque o dinheiro nunca passa pela sua mão. Essa suavidade é o problema: o salário disponível encolhe e a percepção do endividamento chega tarde. Deixe uma parte da margem livre, ela é a sua saída barata em uma emergência futura.
Este é o ponto que separa o consignado do CLT do consignado de aposentados e servidores, e é o que menos aparece na conversa de venda. Ao ser demitido, o desconto em folha acaba, e a dívida continua. Parte do saldo devedor costuma ser abatida das verbas rescisórias, dentro dos limites legais, e o restante passa a ser cobrado diretamente de você.
Ou seja, no mesmo mês em que perde a renda, você fica com uma dívida sem a proteção do desconto automático e com uma rescisão reduzida pelo abatimento. Quanto mais longo o contrato, maior a exposição a esse cenário. Pergunte ao banco, por escrito, como o saldo é tratado em caso de demissão, e leve a resposta em conta ao escolher o prazo. Prazos curtos encurtam o risco.
O Banco do Brasil informa juros menores que os das linhas convencionais, sem fixar um número único. O custo depende do valor pedido, do prazo, do empregador e da análise de crédito, e a taxa efetiva aparece na simulação com o seu CPF. Qualquer taxa vista em publicidade é referência, e não promessa.
Exija o CET, o Custo Efetivo Total, que soma juros, IOF, tarifas e seguros eventualmente embutidos, junto do valor total a pagar. Simule também em outra instituição que ofereça a mesma modalidade: a diferença de CET entre bancos, no Crédito do Trabalhador, costuma ser relevante, e a portabilidade existe justamente para corrigir escolhas ruins depois.
Essa linha tende a valer a pena para alguns perfis:
O risco central é a demissão, que converte um crédito barato e automático em uma dívida comum cobrada de quem acabou de perder a renda. Some a isso a margem comprometida, que reduz a sua capacidade de atravessar um período sem emprego, e você tem uma das rotas conhecidas para o superendividamento, quando as dívidas passam a comprometer o mínimo necessário para viver.
Evite se o seu emprego está instável, se a empresa passa por dificuldades, se o objetivo é consumo supérfluo ou se a margem já está bastante usada. Contrate apenas pelos canais oficiais do Banco do Brasil, nunca pague valor adiantado a intermediários e desconfie de quem oferece o crédito por telefone ou mensagem.
A contratação é digital e costuma seguir estes passos:
Contra o empréstimo pessoal, o Crédito do Trabalhador cobra uma fração da taxa, e essa é a razão de ele existir. Contra o consignado do INSS ou de servidores, tem a mesma mecânica e um risco adicional relevante, porque o vínculo empregatício pode terminar. Contra a antecipação do saque-aniversário do FGTS, cobra juros sobre dinheiro emprestado, enquanto o FGTS antecipa um saldo que já é seu, e por isso vale simular o FGTS primeiro se você tiver saldo. Compare o CET entre instituições antes de fechar.
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